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metadata.dc.type: Trabalho de Graduação
Title: Responsabilidade civil dos genitores por abandono afetivo
Authors: Domingues, Julio Cesar, 1997-
Abstract: Resumo: O abandono afetivo é um instituto do Direito de Família que tem por finalidade a conscientização do genitor quanto próprio papel no conjunto familiar, eis que sua participação na vida do filho é elemento de grande importância para o desenvolvimento da criança. Infelizmente nos recentes julgados dos Tribunais Superiores brasileiros muitas das condenações ainda se dão em virtude do abandono do genitor à vida social dos filhos, não os auxiliando em seus estudos ou participando do seu cotidiano em geral, bem como não fornecendo o menor afeto possível. A previsão constitucional para a família está estampada no artigo 225 da CF/88, aduzindo que "a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado". Já a base normativa está presente na Lei n.º 10.406/2002 (Código Civil), através do Livro IV, que trata do Direito de Família, iniciando-se pelo artigo 1511 e indo até o artigo 1783-A. Além disso, a proteção à criança e adolescente, também abordando a questão familiar, está inserida na Lei n.º 8069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). Com a presente pesquisa tem-se a finalidade de tratar sobre a problemática existente no abandono afetivo, referenciando as mais recentes jurisprudências sobre a questão, até porque o Superior Tribunal de Justiça tem condenado em algumas situações e revertido as decisões de primeiro grau em outras, causando insegurança jurídica. Para tanto especificamente objetiva-se demonstrar a importância que o tema possui no mundo jurídico, evidenciando que o filho possui pleno direito de ter amparo de ambos os genitores, haja vista que em grande parte das vezes é apenas a mãe que arca com todas as dificuldades para a educação de sua prole, enquanto os pais acreditam que a pensão alimentícia por si só já é suficiente para auxiliar na sobrevivência, algo que não confere veridicidade. Do ponto de vista teórico, a Constituição Federal de 1988 alterou circunstancialmente o conceito de família, até porque o foco de sua instituição antigamente se dava para fins de reprodução, enquanto atualmente vislumbra-se na família a intenção de disseminar o afeto entre as pessoas. Ademais, a presente pesquisa parte do pressuposto de que o abandono afetivo constitui uma prática que deve conduzir à punição do genitor em virtude do desamparo ao seu filho, nascendo a obrigação de restituição a título de indenização por danos morais. A presente pesquisa utilizou-se do método dialético, que foi solucionado através das técnicas de pesquisas documentais e bibliográficas, bem como do estudo dos registros de ocorrências em informativos de órgãos competentes. A partir da pesquisa desenvolvida constata-se que o número de casos concretos de abandono afetivo é bastante elevado, até porque diversos genitores não possuem conhecimento acerca da existência desse instituto jurídico, havendo uma imensa necessidade da disseminação da informação objetivando a participação ativa familiar. Levanta-se em questão se a indenização por danos morais é efetiva na prática, para reaver o laço familiar entre o genitor e a prole abandonada? Frente ao exposto, conclui-se que o avanço do direito de família possui o condão de diminuir casos repetitivos sobre o abandono afetivo, pois muitos homens ainda possuem a consciência antiquada de que a mulher, como mãe, deve se responsabilizar exclusivamente com os cuidados dos filhos, algo que não condiz com a realidade social contemporânea.
Resumen: El abandono afectivo es un instituto del Derecho de Familia que tiene por finalidad la concientización del progenitor como propio papel en el conjunto familiar, es que su participación en la vida del hijo es elemento de gran importancia para el desarrollo del niño. D Desafortunadamente en los recientes juicios de los Tribunales Superiores brasileños muchas de las condenas aún se dan en virtud del abandono del progenitor a la vida social de los hijos, no ayudando en sus estudios o participando de su cotidiano en general, así como no proporcionando el menor afecto posible. La previsión constitucional para la familia está estampada en el artículo 225 de la CF / 88, aduciendo que "la familia, base de la sociedad, tiene especial protección del Estado". La base normativa está presente en la Ley n.º 10.406 / 2002 (Código Civil), a través del Libro IV, que trata del Derecho de Familia, iniciándose por el artículo 1511 yendo hasta el artículo 1783-A. Además, la protección al niño y adolescente, también abordando la cuestión familiar, está inserta en la Ley n.º 8069/1990 (Estatuto del Niño y del Adolescente). Con la presente investigación se tiene la finalidad de tratar sobre la problemática existente en el abandono afectivo, haciendo referencia las más recientes jurisprudencias sobre la cuestión, hasta porque el Superior Tribunal de Justicia ha condenado en algunas situaciones y revertido las decisiones de primer grado en otras, causando inseguridad jurídica. Para tanto específicamente se objetiva demostrar la importancia que el tema posee en el mundo jurídico, evidenciando que el hijo posee pleno derecho de tener amparo de ambos progenitores, ya que en gran parte de las veces es sólo la madre que arca con todas las dificultades para la educación de su prole, mientras que los padres creen que la pensión alimenticia por sí sola ya es suficiente para auxiliar en la supervivencia, algo que no confiere veridicidad. Desde el punto de vista teórico, la Constitución Federal de 1988 alteró circunstancialmente el concepto de familia, incluso porque el foco de su institución antiguamente se daba para fines de reproducción, mientras que actualmente se vislumbra en la familia la intención de diseminar el afecto entre las personas. Además, la presente investigación parte del supuesto de que el abandono afectivo constituye una práctica que debe conducir al castigo del progenitor en virtud del desamparo a su hijo, naciendo la obligación de restitución en concepto de indemnización por daños morales. La presente investigación se utilizó del método dialéctico, que fue solucionado a través de las técnicas de investigaciones documentales y bibliográficas, así como del estudio de los registros de ocurrencias en informativos de órganos competentes. A partir de la investigación desarrollada se constata que el número de casos concretos de abandono afectivo es bastante elevado, ya que varios genitores no tienen conocimiento acerca de la existencia de ese instituto jurídico, habiendo una inmensa necesidad de la diseminación de la información objetivando la participación activa familiar. ¿Se plantea en cuestión si la indemnización por daños morales es efectiva en la práctica, para recuperar el vínculo familiar entre el progenitor y la prole abandonada? Frente a lo expuesto, se concluye que el avance del derecho de familia tiene el condón de disminuir casos repetitivos sobre el abandono afectivo, pues muchos hombres aún poseen la conciencia anticuada de que la mujer, como madre, debe responsabilizarse exclusivamente con los cuidados de los enfermos. hijos, algo que no concuerda con la realidad social contemporánea.
Keywords: Abandono afetivo
Responsabilidade
Danos morais
metadata.dc.language: Português
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
URI: http://repositorio.unitau.br/jspui/handle/20.500.11874/3804
Issue Date: 2019
Appears in Collections:Direito - Trabalhos de Graduação

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